
Quando se fala em viaturas 100% elétricas, surgem quase sempre as mesmas perguntas sobre custos, autonomia e carregamentos. Com base no contexto atual em Portugal, reunimos respostas a essas mesmas dúvidas. A equipa da Sociedade Comercial C. Santos está ao dispor para esclarecê-lo sobre eletrificação.
A mobilidade elétrica já faz parte do dia a dia de muita gente, mas nem sempre a informação que circula é clara ou prática. Entre números, opiniões e experiências muito diferentes, vale a pena olhar para exemplos concretos e para a realidade atual.
Os carregamentos são muito caros?
Esta é uma das principais dúvidas de quem pondera adquirir a sua primeira viatura 100% elétrica.
Na maioria dos casos, o custo por quilómetro é significativamente inferior ao de uma viatura a combustão, sobretudo quando existe a possibilidade de carregar em casa ou na empresa.
Para termos uma noção prática, analisemos o seguinte exemplo:
Um carregamento de 100 kWh, feito em casa, com uma tarifa de 0,16 €/kWh. Estamos a falar de 16 euros para um carregamento completo, que pode permitir percorrer até cerca de 700 km.
Comparando com uma viatura a diesel com um consumo de 6 l/100 km, considerando um valor de 1,54 euros por litro, teríamos cerca de 42 litros para os mesmos 700 km, um custo aproximado de 65 euros.
E a autonomia, é suficiente?
Para o dia a dia, sim.
A grande maioria das deslocações em Portugal é curta, e os elétricos atuais oferecem autonomias que se adaptam facilmente à utilização diária. Em viagens mais longas, sobretudo em autoestrada, a autonomia pode variar consoante o tipo de condução, algo que também acontece nas viaturas a combustão.
Quanto tempo demora a carregar?
Depende do modelo e do tipo de carregador.
Hoje, é comum carregar uma bateria de 10% a 80% em cerca de 20 a 30 minutos em carregamento rápido. Em muitos casos, uma paragem de 10 minutos permite recuperar o equivalente a mais de 300 km de autonomia.

Há carregadores suficientes?
A rede de carregamento em Portugal tem evoluído bastante.
Já é possível planear viagens com confiança, sobretudo nas principais ligações e centros urbanos.
Além disso, muitas viaturas elétricas ajudam no planeamento da viagem através do próprio sistema de navegação, sugerindo automaticamente as paragens para carregamento.
Compensa financeiramente?
O investimento inicial é, regra geral, superior.
No entanto, quando consideramos carregamentos a baixo custo, menores custos de manutenção e, no caso das empresas, os benefícios fiscais, o cenário pode tornar-se bastante vantajoso a médio e longo prazo.
E se não tiver garagem?
Este é um ponto importante.
A mobilidade elétrica torna-se mais interessante quando existe uma solução de carregamento regular e a baixo custo. Apesar disso, a rede pública tem crescido bastante e já existem operadores com tarifas competitivas, o que pode tornar esta opção viável para alguns perfis.
A mobilidade elétrica não é uma solução que se adeque a todos os clientes. Mas é, sem dúvida, uma opção cada vez mais lógica para a grande maioria dos utilizadores.
Na Sociedade Comercial C. Santos, dispomos de uma equipa pronta para o ajudar a esclarecer estas dúvidas.
Artigo escrito por: Rui Sousa, product expert da Sociedade Comercial C. Santos.